Colabore com o relatório de subsídios à CPI da COVID. Saiba mais.

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA

Em defesa da vida das mulheres negras.
Pela responsabilização do Estado.

Os indicadores epidemiológicos mostram que a COVID é mais mortal entre pessoas negras e que elas têm sido menos vacinadas do que a população branca.
A violência policial também se volta contra corpos negros. São mais de 5 mil mortos pela polícia no Brasil a cada ano, sendo 75% negros. A pandemia não mudou esse quadro. Desde seu início, pelo menos 337 ações policiais foram registradas apenas em comunidades na região metropolitana do Rio Janeiro, desrespeitando moradores e produzindo novas vítimas. A mais recente delas é Katlhen Romeu. Kathlen tinha 24 anos, estava grávida de 4 meses e morreu numa ação policial realizada na comunidade Lins de Vasconcellos, zona norte do Rio.
A brutalidade que atinge sistematicamente cidadãs e cidadãos negros expõe o racismo estrutural, que tem como uma de suas formas a banalização da morte da população nas periferias das grandes cidades.
As mulheres negras estão perdendo a vida, perdendo os filhos e a família para a covid e para a violência policial. A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas cobra do Estado a responsabilidade pela sua proteção.

QUEM SOMOS?

Somos mulheres cientistas brasileiras e, neste momento tão dramático, que afeta inclusive as nossas produções científicas, buscamos atuar em defesa das mulheres a partir de uma perspectiva que busca a atenção a algo praticamente ignorado no debate público: a condição das mulheres brasileiras na pandemia. Para isso criamos essa rede que nasceu a partir da Nossa Carta de Lançamento assinada por mais de 3000 cientistas brasileiras. Conheça aqui a nossa carta. E conheça as cientistas do nosso Comitê Executivo.

ALGUMAS PROPOSTAS

parcerias

Ampliar debates

Buscar formas de ampliar esse debate na esfera pública, envolvendo jornalistas, associações profissionais, gestoras e gestores públicos, movimentos feministas e populares etc., para que esse debate seja uma busca coletiva de construção de soluções.

parcerias

Atuar em parcerias

Atuar junto a gestores públicos, em diferentes níveis da federação, oferecendo conhecimento técnico, sob a forma de cartilhas e protocolos, para ampliar a capacidade de resposta desses órgãos públicos.

experiências

Difundir experiências

Compartilhar experiências positivas de resposta à pandemia, sobretudo as periféricas, tanto de auto-organização de comunidades (Paraisópolis, Complexo do Alemão etc.) como de governos locais (Niterói, Araraquara etc.), com ênfase na participação das mulheres nesses processos. 

No momento em que lançamos nossa carta tivemos o apoio de mais de 3000 cientistas brasileiras assinaram este documento e deram início a nossa Rede. Conheça essas  mulheres cientistas que querem ajudaram o nascimento da Rede Brasileira de Mulheres Cientistas.

NOTAS TÉCNICAS

Nota Técnica n.6 – O Tratamento Precoce Federal e a Ausência de Evidências Científicas 

Nesta nota informamos sobre o estado de
conhecimento científico do tratamento medicamentoso precoce como tecnologia
defendida pelo governo federal para a infecção pelo SARS-CoV-2.
 

Nota Técnica n.5 -Educação na pandemia e a omissão do Governo Federal

Nossa quinta nota técnica aborda como a educação foi negligenciada e tornou-se ainda mais crítica em meio à pandemia.

Nota Técnica n.4 – A vacinação contra COVID-19 no Brasil

Nesta nota vamos debater questões relevantes sobre a vacinação contra COVID-19 no Brasil.

A Rede Brasileira de Mulheres Cientistas quer produzir um relatório com os achados de pesquisas já desenvolvidas pelas pesquisadoras da Rede, para subsidiar os debates da CPI da COVID.
Caso você tenha desenvolvido pesquisas relacionadas ao tema e tenha interesse em contribuir para esse relatório, preencha o formulário abaixo.

Identidade Visual: Profa. Dra. Rafaella Lopes Pereira Peres (UFMS)

Construção do site: Mariana Miranda Tavares